sábado, 15 de abril de 2017

A quem interessa?



Como bem sabemos, empresa não corrompe ninguém.

Empresa gera emprego, arrecadação de impostos, tecnologia, desenvolvimento social.

Empresa gera riqueza.

Quem corrompe é o dirigente, o executivo, a pessoa física à frente do negócio.

Nos países desenvolvidos, em casos semelhantes ao que vivenciamos com a Lava Jato, prioriza-se o acordo de leniência, quando pesadas multas são impostas, mas a empresa é preservada e seus dirigentes presos.

Por lá, a delação premiada, quando utilizada, não transforma a prisão de um Marcelo Odebrecht, um Otávio Azevdo, um Paulo Roberto Costa, um Cerveró, um Youssef, em penas reduzidíssimas e posteriormente transformadas em prisão domiciliar, quando muito.

Corruptos e corruptores são punidos com as duras penas da lei.

Em terras tupiniquins a banda toca em compasso diferente.

A quem interessa aniquilar empresas como Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, e tantas outras? Empresas brasileiras que no século passado se transformaram em multinacionais e até ontem disputavam grandes obras mundo afora, incluindo América do Norte e Europa.

A “joia da rainha” é a Petrobras que detém conhecimento para explorar óleo leve da camada do pré-sal quando algumas gigantes do setor ainda não dominam. Quando descobertas, dizia-se que seria inviável o custo operacional para explorar tais reservas. O custo hoje é de US$ 8 por barril retirado.  Estamos produzindo no pré-sal por valores menores até mesmo em relação a alguns poços onshore.

Não tenho por hábito citar as tais teorias da conspiração.

Mas...

A quem interessa?