sexta-feira, 21 de abril de 2017

Fútil e inútil!

Resultado de imagem para Caça aos tucanos

O tal do Lide - Grupo de Líderes Empresariais, do João Dória, aconteceu hoje em Foz do Iguaçu, Paraná, no hotel cinco estrelas Wish Resort.

Chama a atenção a programação do evento, que pretendia debater a economia e o desenvolvimento do Brasil, mas que teve apenas uma agenda de debates programada para a manhã desta sexta.

No resto do tempo, as atividades foram divididas em coquetéis, torneios de tênis, golfe e de futebol society, aulas de vinhos, test drive de automóveis Mercedes Benz, degustação de uísques e um show com Sidney Magal no encerramento.

Fútil e inútil, tanto quanto o seu criador!

Faltou algo do tipo "como abater tucanos em pleno voo".

Teria sido perfeito!



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mani Pulite



Nesses últimos dias tenho utilizado boa parte do meu tempo para assistir algumas gravações de delações premiadas dos executivos da Odebrecht. Confesso que a primeira motivação foi mesmo conhecer fatos pontuais. No entanto logo me dei conta de que havia um universo bem mais amplo a ser assimilado.

É lamentável que olhemos para a Lava Jato apenas como uma operação policial destinada a prender uns poucos entre tantos corruptos e corruptores e salvar o Brasil de todo o mal, como nos fazem crer a PF, o MPF e os juízes nela envolvidos.

Ludibriada pela grande mídia parceira que só edita e publica aquilo que lhe interessa, a maioria da população brasileira é iludida com o varejo da operação e desestimulada para um olhar voltado ao atacado.

Por óbvio, não interessa às elites que sempre se locupletaram, nenhuma alteração desse status.

Estamos perdendo uma grande oportunidade.

Cabe às lideranças progressistas que por aqui ainda restam se empenharem em compreender e interpretar a estrutura política que nos dá abrigo. Lideranças de todos os segmentos. Políticos, acadêmicos, juristas, empresários, pessoas dos movimentos sociais, formadores de opinião, para que possamos redesenhar esse desde sempre ultrapassado modelo.

As delações, para o bem ou para o mal, estão feitas. E nos relatos, para muito além de fatos pontuais - quanto, como e para quem foi dado - se vê claramente como funciona a nossa estrutura política, como os interesses privados se misturam e se unem para se servirem dos benefícios públicos. Não se trata apenas de ajudar uma campanha política.

Entre tantas consequências priorizo a mais "sagrada e imediata" delas: perpetuar uma distribuição de renda às avessas.

A hora é essa. Se não revisarmos esse modelo agora acabaremos exatamente como tanto cita e quer o Juiz Moro: uma operação “Mani pulite” tupiniquim.

Não dará em nada!

Novos Berlusconis já se arvoram por aqui.


A propósito do tema, deixo um link que serve como exemplo:


sábado, 15 de abril de 2017

A quem interessa?



Como bem sabemos, empresa não corrompe ninguém.

Empresa gera emprego, arrecadação de impostos, tecnologia, desenvolvimento social.

Empresa gera riqueza.

Quem corrompe é o dirigente, o executivo, a pessoa física à frente do negócio.

Nos países desenvolvidos, em casos semelhantes ao que vivenciamos com a Lava Jato, prioriza-se o acordo de leniência, quando pesadas multas são impostas, mas a empresa é preservada e seus dirigentes presos.

Por lá, a delação premiada, quando utilizada, não transforma a prisão de um Marcelo Odebrecht, um Otávio Azevdo, um Paulo Roberto Costa, um Cerveró, um Youssef, em penas reduzidíssimas e posteriormente transformadas em prisão domiciliar, quando muito.

Corruptos e corruptores são punidos com as duras penas da lei.

Em terras tupiniquins a banda toca em compasso diferente.

A quem interessa aniquilar empresas como Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, e tantas outras? Empresas brasileiras que no século passado se transformaram em multinacionais e até ontem disputavam grandes obras mundo afora, incluindo América do Norte e Europa.

A “joia da rainha” é a Petrobras que detém conhecimento para explorar óleo leve da camada do pré-sal quando algumas gigantes do setor ainda não dominam. Quando descobertas, dizia-se que seria inviável o custo operacional para explorar tais reservas. O custo hoje é de US$ 8 por barril retirado.  Estamos produzindo no pré-sal por valores menores até mesmo em relação a alguns poços onshore.

Não tenho por hábito citar as tais teorias da conspiração.

Mas...

A quem interessa?