sexta-feira, 21 de julho de 2017
segunda-feira, 1 de maio de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Fútil e inútil!

O tal do Lide - Grupo de Líderes Empresariais, do João
Dória, aconteceu hoje em Foz do Iguaçu, Paraná, no hotel cinco estrelas Wish
Resort.
Chama a atenção a programação do evento, que pretendia
debater a economia e o desenvolvimento do Brasil, mas que teve apenas uma
agenda de debates programada para a manhã desta sexta.
No resto do tempo, as atividades foram divididas em
coquetéis, torneios de tênis, golfe e de futebol society, aulas de vinhos, test
drive de automóveis Mercedes Benz, degustação de uísques e um show com Sidney
Magal no encerramento.
Fútil e inútil, tanto quanto o seu criador!
Faltou algo do tipo "como abater tucanos em pleno voo".
Faltou algo do tipo "como abater tucanos em pleno voo".
Teria sido perfeito!
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Mani Pulite
Nesses últimos dias tenho utilizado boa parte do meu tempo para assistir algumas gravações de delações premiadas dos executivos da Odebrecht. Confesso que a
primeira motivação foi mesmo conhecer fatos pontuais. No entanto logo me dei
conta de que havia um universo bem mais amplo a ser assimilado.
É lamentável que olhemos para a Lava Jato apenas como uma operação
policial destinada a prender uns poucos entre tantos corruptos e corruptores e salvar o
Brasil de todo o mal, como nos fazem crer a PF, o MPF e os juízes nela
envolvidos.
Ludibriada pela grande mídia parceira que só edita e publica aquilo que
lhe interessa, a maioria da população brasileira é iludida com o varejo da
operação e desestimulada para um olhar voltado ao atacado.
Por óbvio, não interessa às elites que sempre se locupletaram, nenhuma
alteração desse status.
Estamos perdendo uma grande oportunidade.
Cabe às lideranças progressistas que por aqui ainda restam se empenharem
em compreender e interpretar a estrutura política que nos dá abrigo. Lideranças de todos os segmentos. Políticos, acadêmicos, juristas, empresários, pessoas dos movimentos sociais, formadores de opinião, para que possamos redesenhar esse desde sempre ultrapassado modelo.
As delações, para o bem ou para o mal, estão feitas. E nos relatos, para
muito além de fatos pontuais - quanto, como e para quem foi dado - se vê
claramente como funciona a nossa estrutura política, como os interesses
privados se misturam e se unem para se servirem dos benefícios públicos. Não se
trata apenas de ajudar uma campanha política.
Entre tantas consequências priorizo a mais "sagrada e imediata" delas:
perpetuar uma distribuição de renda às avessas.
A hora é essa. Se não revisarmos esse modelo agora acabaremos
exatamente como tanto cita e quer o Juiz Moro: uma operação “Mani pulite” tupiniquim.
Não dará em nada!
Novos Berlusconis já se arvoram por aqui.
A
propósito do tema, deixo um link que serve como exemplo:
sábado, 15 de abril de 2017
A quem interessa?
Como bem sabemos, empresa não corrompe ninguém.
Empresa gera emprego, arrecadação de impostos, tecnologia,
desenvolvimento social.
Empresa gera riqueza.
Quem corrompe é o dirigente, o executivo, a pessoa física à frente do
negócio.
Nos países desenvolvidos, em casos semelhantes ao que vivenciamos com a
Lava Jato, prioriza-se o acordo de leniência, quando pesadas multas são
impostas, mas a empresa é preservada e seus dirigentes presos.
Por lá, a delação premiada, quando utilizada, não transforma a prisão de
um Marcelo Odebrecht, um Otávio Azevdo, um Paulo Roberto Costa, um Cerveró, um Youssef,
em penas reduzidíssimas e posteriormente transformadas em prisão domiciliar,
quando muito.
Corruptos e corruptores são punidos com as duras penas da lei.
Em terras tupiniquins a banda toca em compasso diferente.
A quem interessa aniquilar empresas como Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, e tantas outras? Empresas brasileiras que no século passado se transformaram em multinacionais e até ontem disputavam grandes obras mundo afora, incluindo América do Norte e Europa.
A quem interessa aniquilar empresas como Petrobras, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, e tantas outras? Empresas brasileiras que no século passado se transformaram em multinacionais e até ontem disputavam grandes obras mundo afora, incluindo América do Norte e Europa.
A “joia da rainha” é a Petrobras que detém conhecimento para explorar
óleo da camada do pré-sal quando algumas gigantes do setor ainda não
dominam. Quando descobertas, dizia-se que seria inviável o custo operacional
para explorar tais reservas. O custo hoje é de US$ 8 por barril retirado. Estamos produzindo no pré-sal por valores
menores até mesmo em relação a alguns poços onshore.
Não tenho por hábito citar as tais teorias da conspiração.
Mas...
A quem interessa?
sábado, 2 de julho de 2016
Alhos com bugalhos
Curioso que sou, resolvi hoje passar os olhos rapidamente pelos números que representam os Servidores Públicos Federais e as pessoas abrangidas pelo Programa Bolsa Família, bem como os recursos financeiros destinados a ambos.
Os servidores englobam os da ativa, aposentados e pensionistas. Quanto ao BF existem tipos diferentes de benefícios e beneficiários, mas considerei o valor médio total.
Vamos lá então.
Servidores
Folha de pagamento: R$ 255.300.000.000,00 - Média: R$ 11.630,00
Bolsa Família
Investimento: R$ 28.100.000.000,00 - Média: 176,00
Observações:
1- Nem todo servidor público tem família (esposa e filhos).
2- No BF o valor médio é por núcleo e não por participante.
Assim os valores médios recebidos impactam de maneira diferente os integrantes de cada segmento.
Alhos com bugalhos? Por definição, sim. Afinal, o servidor da ativa trabalha, o aposentado trabalhou e fez jus à aposentadoria e o pensionista foi alcançado pela legislação (meritocracia?).
Já as famílias do BF fazem por “merecer” apenas e tão somente pelo simples fatos de serem miseráveis. Pouco importa se trabalham ou estudam, ou se possuem ou não um teto para o necessário abrigo.
Comida? Se miseráveis, certamente não lhes resta.
Bom, mas e daí, qual a razão de tanto devaneio?
Primeiro, para fomentar mais uma vez a discussão sobre a miséria brasileira. Boa parte da população tece severas críticas às políticas sociais, especialmente ao Programa Bolsa Família. Não me aterei aos tipos de comentários. Algumas críticas procedem, especialmente quanto a controles rigorosos, ações corretivas e as chamadas políticas de porta de saída. No mais, apenas um ranço preconceituoso e totalmente desprovido de argumentos razoáveis.
Segundo, para defender uma vez mais a necessidade de socorrer quem não foi contemplado com o “mérito” do pertencimento. Sim, a tal da meritocracia.
Na vida fazemos todo tipo de escolhas, menos esta. Não sabemos ao nascer o ninho que nos abrigará. É pueril, mas é assim.
Mais, quem tem fome tem pressa. Ou colocamos comida nesses pratos vazios ou não teremos mais com o que nos preocupar no curto e médio horizonte de tempo. A fome se incumbirá de nos livrarmos de todos os problemas, pois esses brasileiros morrerão por inanição.
Mais, quem tem fome tem pressa. Ou colocamos comida nesses pratos vazios ou não teremos mais com o que nos preocupar no curto e médio horizonte de tempo. A fome se incumbirá de nos livrarmos de todos os problemas, pois esses brasileiros morrerão por inanição.
Por último, com o propósito de justificar a comparação entre os segmentos, para ressaltar a disparidade promovida em números tão assustadores.
Considerei um número de 4 integrantes por família.
A folha de pagamento dos servidores, como vimos, é R$ 255.300.000.000,00. Representa 4.31% do PIB 2015 e coloca mensalmente no bolso de cada um dos 8.8 milhões de integrantes em seus núcleos familiares a importância de R$ 2.907,50.
No BF investimos R$ 28.100.000.000,00. Ou seja, 0,41% do PIB para entregar a cada uma dessas famílias miseráveis o valor de R$ 176.00. Para a família. Por integrante, R$ 44,00! E aqui falamos de 55.5 milhões de pessoas alcançadas.
Pense nisso quando colocar a cabeça no travesseiro para dormir. Critique, esperneie, mas pense. É tão pouco para quem precisa de tanto.
Sei, sei... Alhos com bugalhos.
Mas é assustador, não?
PS: Posso confessar agora que a curiosidade foi resultante dos recentes atos do interino “Temer, o breve”. Em especial pelos 41,47% de aumento para os servidores do judiciário. Por questões de saúde eu me recusei a pesquisar pontualmente o impacto e abrangência de tal medida. Mas tenho plena convicção de que os nossos nobres juízes e demais servidores que os rodeiam estejam mesmo em estado de total penúria financeira.
terça-feira, 22 de março de 2016
Entidades de classe: para que servem?
Duas profissões distintas, com as
suas devidas representações, e uma comparação que me veio à cabeça: médicos e
advogados.
Pode parecer meio insano, mas
para que servem mesmo as entidades de classe?
Há quase três anos, com a
participação direta da AMB e do CRM, médicos brasileiros se posicionaram contra
o Programa Mais Médicos. Com alguns argumentos válidos, outros nem tanto e a
maioria muito aquém disso, defenderam o que julgavam ser merecedores, ainda que
fosse uma espécie de reserva de mercado. No embate, ao menos deram a cara a
tapa, nas ruas ou nas redes sociais.
O tempo passou e o programa
provou ter proporcionado mais avanços do que retrocessos e em nada denegriu tão
nobre profissão. Muito pelo contrário. A prova maior talvez esteja no fato de
que hoje cada vez mais médicos brasileiros aderem ao PMM. A lamentar, somente
o fato de não termos aproveitado a oportunidade para a discussão e
implementação de medidas estruturantes, não apenas para valorizar os
profissionais envolvidos como também aperfeiçoar o modelo de saúde oferecido à
população brasileira.
De outro lado, fato recente, a OAB
decidiu apoiar o impeachment da Pres. Dilma. Do ponto de vista do exercício da
profissão são episódios totalmente distintos. A decisão, não endossada por todas as representações
estaduais, não buscou facilitar e nem garantir o exercício profissional. Foi
apenas uma manifestação política. E em sendo “apenas política” trouxe consequências
extremamente danosas no que diz respeito à individualidade de seus representados.
A atitude da OAB e seus ilustres
conselheiros nada mais fez do que tão somente reviver o seu apoio ao golpe de
1964. E arrastou com ela uma legião de conhecedores e defensores da lei. E como
lá atrás, talvez daqui a alguns anos, tente novamente se redimir, para a
redenção moral e política de seus representados.
Não houve um movimento da
categoria. Advogados não foram às ruas,
não empunharam bandeiras.
Ao menos, ainda!
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